Pericia em sinais (audio, imagem e video).

Nos dias atuais todo e qualquer ser humano é capaz de registrar em mídias fatos cotidianos da vida, sejam eles relacionados a temas privados ou mesmo a temas comerciais (negócios, contratos, promessas, datas) etc. Em diferentes formatos os usuários simples ou profissionais podem criar vídeos, áudios ou fotos. Nessa linha filosófica o direito estabelece que a prova processual pode ser apresentada e interpretada em seu formato digital para fins de análise pericial, onde o nosso laboratório já atua há mais de dez anos em exames relacionados a área de sinais.

Os exames periciais em arquivos digitais que se enquadram nas ciências forenses como sendo a área de sinais conforme abaixo.

  • Fonética forense – Se enquadram todos os exames relacionados a registros de áudio.
  • Forense em imagens – Se enquadram todos os exames relacionados a registros fotográficos estáticos de caráter digital.
  • Forense em vídeos – Se enquadram todos os exames relacionados a registros de imagens em movimento sejam com ou sem trilhas de áudio.

ONDE SE APLICAM TAIS EXAMES.

  • Confirmar autenticidade de locutor.
  • Confirmar idoneidade de arquivo de vídeo, áudio ou fotografia digital.
  • Determinar localização geográfica ou temporal.
  • Descrever de forma detalhada fatos registrados.
  • Melhorar a qualidade de áudio, imagem ou vídeo.
  • Identificar pessoas, números, símbolos ou sinais.
  • Determinar a velocidade, direção e trajetória de pessoas, objetos ou veículos.

EXAME DE DEGRAVAÇÃO DE ARQUIVO DE ÁUDIO.

Exame específico da área de sinais, que pode ser conduzido por perito habilitado, já sendo objeto de farta jurisprudência do SJT e STF que não é ponto de invalidação se a sua condução não for realizada por perito oficial ou fonoaudiólogo.

SOBRE O EXAME DE DEGRAVAÇÃO.

Transpor em vernáculo da língua portuguesa para registro documental em juízo, todos os termos que foram gravados no material questionado, apontando de forma ordenada por hora, minuto e segundo, tipo de voz (se masculina, feminina, infantil ou outra) e indicar termos inaudíveis ou interrupções que foram registradas. Requer o uso de material adequado e software forense dotado da capacidade de executar o padrão de áudio entregue ao exame com fiel registro de hora, minuto e segundo. É de salutar relevância se apresentar em juízo o arquivo original e íntegro para degravação, onde se aconselha a parte que informe o tipo de aparelho que realizou a gravação e em sendo possível que o mesmo seja também apresentado.

EXAME DE ANÁLISE DE ÁUDIO.

É considerado exame específico e especializado, com foco na investigação forense sobre possíveis adulterações no registro de áudio digital que fora objeto de contestação judicial, nele se faz necessária a análise de meta dados do arquivo de áudio, informações do arquivo, tipo de codificação e compressão e posterior análise de velocidade, tempo, coerência dos termos, e verificação de fraude por inserção de conteúdo, retirada de conteúdo, ou adulteração de conteúdo.

SOBRE O EXAME DE ANÁLISE DE ÁUDIO.

Deve ser realizado em laboratório com uso de software de edição de áudio profissional dotados de análise espectral, filtros e gráficos padrão senoides. É bastante utilizado para dar melhoria de qualidade e acuidade sonora a registros de áudio que foram impregnados por interferência em seus registros e dificultam a compressão do que foi registrado, bem como, é comum estar associado a posterior exame de degravação de conteúdo após realizadas as técnicas de melhoramento do áudio. E de extrema recomendação (estado ideal) que o aparelho que armazena e ou foi o objeto utilizado para a gravação do arquivo de áudio seja preservado e entregue junto aos arquivos para exame.

SNG_Platy
Representação de um “sonograma” de fração de um arquivo de áudio em análise.

EXAME DE ANÁLISE DE FOTO DIGITAL.

Desde a revogação do código civil de 1915, que as partes que pretendem apresentar prova material de natureza fotográfica não precisam “juntar” ao processo os “negativos” das mesmas, para que a elas sejam reconhecidas autenticidade. A tecnologia digital de registro fotográfico, registra nos metadados dos arquivos e seus códigos internos (estrutura) informações de grande relevância na área forense que são utilizadas para determinar se o arquivo é autêntico ou se foi manipulado por software de computador (edição).

SOBRE O EXAME DE ANÁLISE DE FOTO DIGITAL.

Exame de grau especializado que deve ser conduzido em laboratório, fazendo uso de software específico capaz de analisar por meio de filtros (canal alfa, canal verde, canal vermelho, canal azul), ou por meio de técnicas de polarização, ou análise de histograma, todas as características possíveis de um arquivo fotográfico digital ou de parte do mesmo para que se determine a sua autenticidade ou sejam realçados pontos de interesse que necessitam de identificação científica, como coisas, pessoas, distâncias, cores, tamanhos etc.

EXAME DE ANÁLISE DE VÍDEO DIGITAL.

Refere-se a um formato de exame mais recente que veio para nossa sociedade por conta dos elevados índices de violência, associados a facilidade de acesso a equipamentos de gravação de vídeo importados de países da Ásia. O exame é específico de arquivos que reproduzem imagens dinâmicas com ou sem áudio (filmes), sendo estes alvos de análise para casos em que a prova documental do fato questionado é de natureza eletrônica, tais como: verificar se uma pessoa conduzia um veículo, constatar que horas uma pessoa entrou ou saiu de um lugar, determinar a dinâmica de um acidente de trânsito ou de um acidente de trabalho, confirmar gestos e ou eventos de agressão a funcionários, constatar uso indevido de bens e ou depredação, etc…

SOBRE O EXAME DE ANÁLISE DE VÍDEO DIGITAL.

Exame de complexidade elevada, que envolve o conhecimento de processamento digital de sinais, formatos de arquivos de vídeo, compressão de dados e decodificação de dados, sendo comum a entrega em juízo de dados parciais do vídeo a ser analisado e em formato diverso do seu original, temos como exemplo o formato de arquivos de CFTV (Circuito Fechado de Televisão e Vídeo) H264, este por não ser de fácil execução nos computadores comuns ou no âmbito do poder judiciário, é transformado para formatos mais leves como WMA ou AVI e entregues em CD, DVD ou pen drives na sede do Juízo, tal fato por si já impede a lisura do exame pois não foi dado ao perito a análise direta da prova, sendo portanto indireta, de um  arquivo que estava armazenado no dispositivo no seu formato verdadeiro e qualidade por vezes melhor do que a sua cópia exportada, ainda mais,  a possibilidade de que tenham se causado danos ao mesmo ou fraude é elevada. O exame, como dito, requer software de edição de vídeo, computador robusto ao processamento e análise das imagens, capacidade de se dividir os momentos do vídeo frame a frame como análise por segundo, extração de quadros (frames) e posterior análise e processamento.

RECUPERAÇÃO DE DADOS EM EQUIPAMENTO DVR.

A sigla DVR, representa o termo Gravador de Vídeo Digital, que na verdade é um hardware, especializado em armazenar imagens de vídeo com ou sem áudio, capturados de câmeras de diversos formatos, ligados ou não a central de alarmes, e com capacidade de gravar em mais de um canal (câmera) ao mesmo tempo (monitorando e gravando diversos ambientes de forma contínua). Esse efeito dar-se dividindo a tela de monitoramento por meio de multiplexação de canais (possibilidade de gerenciar o tempo de exposição ou a prioridade de cada canal).

Os dados gravados em DVR o são por meio de um formato específico de sistema de arquivos, com estrutura e compressão próprios, em geral o formato mais utilizado é H264 ou AVI, os sistemas operacionais embarcados em DVR de forma geral são Linux, sendo os mesmos capazes de gerar arquivos de auditoria que auxiliam o perito sobre danos ou uso indevido do acesso ao conteúdo do DVR.

Os fatores que influenciam na possibilidade de recuperação dos dados em um DVR são diversos, mas o mais relevante é deixar de usar o equipamento para gravações quando se detectou o problema, pois o caminho natural é que novos arquivos sobreponham os setores que continham os dados a serem recuperados.

É impossível a aplicação de técnicas de recuperação sem o acesso pleno ao equipamento que deve ser preservado e encaminhado a exames.

DSC01464
DVR com a tampa superior aberta – visão da placa mãe e HD.

mantenha contato conosco.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.